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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

a gente bem que podia começar já no meio.

"a gente bem que podia começar já no meio
privando o público de saber de nossas angústias
mas dividindo com eles o nosso corpo doído e contorcido"

pensando na gente e na nossa peça, eu já tinha pensado nisso: como ser resultado de um antes sendo este antes não exposto ao público ? E se o´público só ocupasse as cadeirinhas do teatro depois de 30 minutos da conversa já iniciada ? Como a gente diz sem ter que dizer que o papo já tava rolando enquanto os espectadores estacionavam seus carros ou tomavam seus cafés ? Será que é muito importante ouvirem a campainha tocar ? Será que todo diálogo tem que começar com o 'seja bem-vindo, a casa é sua' ? De que forma nosso corpo fala quando a boca se cala ?

Se a vida não acaba necessariamente no fim pq a gente tem que começar pelo início ?

2 comentários:

Diogo Liberano disse...

desde quando vc postou eu fiquei maravilhado com essa frase ''''''Se a vida não acaba necessariamente no fim pq a gente tem que começar pelo início ?''''''''
não sei pq não deixei nenhum comentário,
acho que eu fiquei perplexo
é muito sincero
é ótimo
e bate com o que eu acredito em relação à dramaturgia
eu não escrevo uma peça para te explicar
vc é que vê as coisas se tramando e vai juntando as partes e entende (ou não, ou sei lá)
dramaturgia não é bula de remédia
dramaturgia não é receituário
não é resultado de exame
,,,,

vamos pensar nisso,,,,,,,

Flávia Naves disse...

hummmmmmmmmmm