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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

repetir para não esquecer

gosto de pensar na história. na historinha de vida dos amigos.

a falecida e algum deles na praia de copacana pode ter acontecido. os dois calados num silêncio perturbador que aos poucos, muito aos poucos, vira um silêncio confortável. 

carnavais.
jantares.
festa junina.
despedida de um deles que foi pra Sao Paulo.
(idéias. nao sei se tem algumma serventia a imaginação solta, mas são as coisas que me aparecem qdo penso neles.)

será que estudaram, estudam juntos? estamos falando dessa geração nossa, não é?
geralmente amigos que nao se vêem a mto tempo se reunem em enterros? a reuniao é logo depois da morte? nao sei...
existe alguma relação amorosa entre alguns dos amigos? amores mal correspondidos ou amores desencontrados que tem vontade de despertar mas que numa reuniao como esta nao é correto?
acordei hoje pensando em por que estamos fazendo isso..pra que pensar sobre esse dragão e levá-lo ao teatro..

um sim : imagino que eles se conheceram ja adultos numa mesma trajetoria.Alguns mudaram de rota.(as vezes os mais próximos parecem tão diferentes)

um mais: imagino que eles se conheceram mais jovens e cada seguiu uma trajetoria diferente( isso me lembra meus amigos de infancia que qdo vejo hoje parecem ter a face de criança ao lado da face de agora).

ah! me lembro da historia de um performer que morreu ou se matou e havia uma discussao se a morte dele era uma performance ou nao. ( trash mas a discussao foi interessantissima e o fato é veridico)

Adoraria produzir essa memória...ir a praia de copa juntos tirar fotos do q seria esse passado.Achar a casa e o bairro em que cada um vivia.Era aqui no Rio?Onde se encontravam sempre?O que gostavam de fazer juntos?Como se conheceram?

esse artesanato de ir juntando os retalhos até formar uma colcha eu gosto muito.

as pessoas vao variando o jeito de andar, o olhar como encaram o mundo, as roupas conforme o bairro.
de copa ao leblon ja é uma metamorse.

tem que ter disposiçao mas acho uma super ideia.

5 comentários:

Marília Misailidis disse...

kkkk...copião...tbm fico relendo e misturando tudo na minha cabeça...twist and shout!!!

Marília Misailidis disse...

Acho que eles estudaram no Pedro II(é o único nome de colégio que conheço no Rio...),tomavam cerveja na São Salvador,cada um foi para um lugar do mundo,mas sempre davam um jeito de se falar na distancia,eram o referencial um do outro.Sempre tem alguém que escolhemos como irmãos e que acompanham nossa vida há anos,não?

*Vendetta* disse...

e quando os irmãos não aprovam mais a sua poética acontece um rompimento fortíssimo de referencial. é tipo o segundo fim da infancia. ou o segundo amadurecer. ou a segunda fase de édipo.

Fred disse...

um mix.

Vitor disse...

Diogo isso!!! excelente. por mais companheiros e intendedores um do outro, dois amigos podem romper por diferença de referencias adquiridas num momento de distancia. gosto desse dado que é tao cotidiano.