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segunda-feira, 21 de março de 2011

ensaio 03

21/03, ufrj, sala vianinha
diogo, fred, vítor, flávia, marília e dominique

aquecimento de uso – testar limites seus e os limites do outro; sem nina e sem dodô.

como cavalgar um dragão! ou um pano. é só uma questão de escolha. como manusear esteticamente este jogo. o som que fazemos no chão. o chão que fazemos com o jogo. em quais alturas estamos e operamos.

jogar bobinho com o pano.

caminhadas pelo espaço, andanças atentas ao andamento e à duração. empunhar a espada, solicita a flávia. que falta a nina faz. quem foi que matou? voltar a caminhar como se nada tivesse acontecido.

]trajetória;

um por um - no dia do enterro – mostrando a trajetória de seu personagem (atenção à duração dos deslocamentos e dos tempos em que gasta em cada ponto)

O CARA DO CELULAR -
A GAROTA DO SILÊNCIO PROFUNDO -
O CARA DO CAFÉ -
A GAROTA DO CAMBALEAR -

todos juntos percorrendo a trajetória sem relação entre eles (daqui brotará a relação espacial);

repetir a trajetória com todos incluindo o parágrafo decorado em qualquer momento da trajetória, experimentando ter sempre um texto sendo dito como se narrassem o encontro, podendo pausar o texto em um ponto e continuá-lo em outro; experiência interessante.

improvisação:

O CARA DO CELULAR – Fred Araújo

Estar realizando uma ação específica e receber um telefonema da mãe da amiga morta, três meses após o enterro. A mãe pede a ele que se reúna com os outros, no apartamento da amiga, para que dividam entre si os pertences dela.

Experimentar a habilidade de lidar de forma prática com algumas situações absurdas.

1. Relaxando, ela liga;

2. Escândalo, gritando… “Debaixo do tapetinho. Oi, tia Anita. Vamos os cinco”;

3. No dentista. “Não tá tudo ótimo. Os cinco? Debaixo do tapetinho. Não, pode falar. Ah? Tá. Eu vou ligar pra eles agora. Debaixo do tapetinho. Beijo”;

4. Tentando o suicídio, liga a tia Anita. “Não, tia. Não chora não. A gente tem que ser forte nessa vida. Ela não ia ficar feliz de te ver assim. isso… Eu vou. Eu vou ligar pra eles agora e a gente passa lá. Debaixo de tapetinho. não chora. ela vai… Tá. 17h30, 17h40 eu tô ai. Um beijo, fica bem, tchau”;

5. Transando. “Fala, fala, fala… Vou claro, que dia você quer… Claro, eu ligo, eu ligo… Canta a música que ela gostava, canta. Quem acredita sempre alcança...”. Repetição saindo da ação anterior. “Eu tenho o telefone de todo mundo. Eu ligo pra cada um deles. Eu passo na casa de cada um. A gente pega embaixo do tapete. Ela tá bem agora. Tá descansando, né? É. Claro. Quem acredita sempre alcança. Pode deixar. Eu vou pegar todo mundo. A gente faz a partilha. Eu vou ligando de cinco em cinco minutos pra te falar quem ficou com o quê”.

FLÁVIA – PRAGMATISMO.

A GAROTA DO SILÊNCIO PROFUNDO – Dominique Arantes

Estar realizando uma ação específica e ser tomada por algo externo que exploda em si a dor em relação à perda da amiga, que ela prontamente maqueia.

Experimentar a habilidade de fingir que nada é com ela. A habilidade única de maquiar a dor e seguir adiante, cínica porém machucada.

1. Vendo TV;

2. Guarda-Roupa;

3. Chegando na casa do Tio Jorge e na Tia Anita para arrumar as coisas da amiga;

4. Constrangimento no super mercado;

5. Recebendo os amigos, falando da bebida;

FRED DISSE “FRAGILIDADE”.

O CARA DO CAFÉ – Vitor Peres

Estar realizando uma ação específica e ser tomado de si por uma pausa brusca dentro da própria realidade. Pausa aberta pela falta da amiga. Ele vive a pausa e no segundo posterior, retorna à vida.

Experimentar a possibilidade de lançar por sobre a vida um olhar diferenciado, num tempo outro e com outras qualidades.

1. Rezando;

2. Limpando o chão com pano molhado;

3. Treinador de futebol; (é bom quando volta)

4. “Acabei de perder uma amiga, uma pessoa que eu amava. Eu tenho que tá junto com meu amigo. Eu prometi isso pra ela. Que a gente ia ficar junto. Eu juro que eu to dando tudo de mim, eu juro. (Pausa) Oi?”;

5. Receita. “Manjericão. Compra carne moída. E quatro ovos. Você pega o ovo e bota dentro… O ovo, você deixa por dois minutos com o fogo desligado”.

A GAROTA DO CAMBALEAR – Marília Misailidis

Estar realizando uma ação específica e reagir a esta ação tendo como resposta a dor da perda da amiga. A morte da amiga serve de resposta a tudo o que vive.

Experimentar a possibilidade da perda servir de pretexto e de resposta para tudo. Testando a validade da própria dor.

1. Tomando um banho;

2. Falando dos remédios – hipocondríaca - “Também depois de tudo o que aconteceu, foi muito difícil levar a vida sem ela. Depois do enterro dela eu engordei dez quilos. Problema pra dormir também, eu não conseguia mais trabalhar nem fazer nada. Uma amiga falou é ótima. Tô triste, só penso nela. Foi uma delícia. Sonho com ela. Às vezes eu falo com ela, sinto ela, sinto ela aqui. Tem gente que acha que esse remédio não tá me fazendo bem. Já resolvi. Acho isso tão engraçado. Esse negócio com ela foi muito…”

FRED - ATRAVÉS DE PALIATIVO, ELA FAZ USO DE UMA FUGA MUITO ESPECÍFICA.
VÍTOR – A DOR DELA É MAIS DESESPERADA.
FLÁVIA – MEIO ESTÉRICA.

A MOÇA DO DEPOIS – Nina Balbi

Estar realizando uma ação específica e irromper sobre ela questionando a sua posterioridade, o que virá depois, como será depois, como lidar com o depois e como construí-lo.

Ela experimentando a sua capacidade de ser prática e estar ligada sempre ao futuro.

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