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terça-feira, 1 de março de 2011

Talvez

Talvez seja tudo uma invenção.
Ao palco um personagem, aparentemente calmo, porém desesperado à espera de uma impossibilidade.
O público chega, ele sorri. E conta. Talvez, conta a história inventada revivida anunciada de um só ponto de vista. É uma buraco preto vazio, a caixa, assim como a vida no personagem nada parecerá acontecer. O que me parece é que o personagem preso ali, naquela imensidão de palavras ditas, está perdido, e fica se revivendo na busca de entender,de se reentender, de sair dali. No entanto, a angustia surge logo nas primeiras cenas, quando soco no peito é dado com um sorriso de quem nos apresenta a porta de saída. Uma porta feita com fita. Ela não abre. uma porta que nunca irá se abrir. O personagem está preso em si mesmo e nas suas memórias. Ele não caminha. Exista uma reconstrução da memória, uma necessidade de acreditar que a pessoa esperada virá, que ela está fazendo algum tipo de brincadeira. Penso se precisaremos reviver as histórias para deixar o peso da ausência da nossa amiga ir. Ou se isso, será torturado mais. E a tortura pior é aquela que pe leva, que vem com a insistência do sorriso. E que a gente se olha no espelho e espera.
TALVEZ é uma ficção, assim como a nossa.Sobre a convivência com alguém que está ausente no momento da peça.  Lembrando Vinicius: "do riso fez-se o pranto". Parece que a peça ondula entre a leveza e o desespero.

2 comentários:

Vitor disse...

Dodô, ISSO! entre a leveza e o desespero.

Diogo Liberano disse...


muitas coisas:
uma ficção
que ondula entre a leveza e o desespero
no entanto
acho que não é sobre a convivência com alguém ausente
é sobre a convivência que virá adiante
é uma peça sobre como podemos fazer amanhecer o amanhã
não?