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quarta-feira, 30 de março de 2011

ensaio 07

30/03, unirio, sala 301
diogo, dominique, flávia, fred, marília, nina e vítor.

ao ler, corremos o risco de nos lançar pela janela tomado pela emoção da narrativa. mas não. lemos e da mesma forma que respondemos a isso, sabemos também dosar nossas intensidades. não morram pela narrativa. não se matem.

longo jogo com viewpoints. duração longa: como se manter inteiro? é uma negociação invisível. o treinamento com viewpoints parte de um lugar zero, digamos assim. eu não sei é ir para um lugar zero ou se é para estabelecermos um objetivo concreto. a coisa do ladrão, por exemplo. saber não ser rendido.

nós diretores precisamos aprender urgentemente a ler e controlar a nossa necessidade de escrever.

 

trabalho com as falas.

atenção à acentuação de algumas palavras. não é questão de não acentuar, mas de ter consciência de que se acentua. que provocação o outro trouxe ao ler a minha fala?

para dodô o fred consegue ser mais direto. é isso. é isso. é isso. precisão, menos pausa. menos sentindo e foi isso foi isso foi isso. para nina o seu texto ganhou uma casualidade ao ser falado pelo vítor. para o fred, ao ouvir a marília falando seu texto – rolou um ciúme primeiro – e em seguida uma emoção maior, tem uma poesia mais perto dela e que ele costuma não trazer; um brilho nos olhos… marília, ao ouvir nina falando seu texto, achou legal ver o distanciamento e também com certas frases tem uma palavra que ressaltou (“imagem” e “hora”) e que ela, marília, costumava não ressaltar. para o vítor, a dodô deu um tempero, controlando melhor a emoção com o ritmo. para ele, ela fez perceber que alguns lugares poderiam ser potentes ao se tirar coisas.

trabalhar o auto-abandono. testar essa outra acentuação. decorar o mesmo texto.

 

o dia do enterro – parte II.

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