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segunda-feira, 7 de março de 2011

O que será , que será?



O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...

O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...

Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...(2x)

4 comentários:

Flávia Naves disse...

no momento essa música pra mim é o hino da nossa peça. Forte, bonito, intenso e envolvente.

Vitor disse...

a que eu mais gosto

Diogo Liberano disse...

really? oh my!

Marília Misailidis disse...

Fome de Viver e ir pra Zona c o stalker!Isso que anda nas bocas dos becos!Não é por nada,temos fome de mais...

Agora o verão veio
E poderia não ter vindo
No sol está quente
Mas deve haver mais

Tudo aconteceu
Tudo caiu em minhas mãos
Como uma folha de cinco pontas
Mas tem de haver mais

Nada de mau se perdeu
Nada de bom foi em vão
Uma luz clara ilumina tudo
Mas tem de haver mais

A vida me recolheu
À segurança de suas asas
Minha sorte nunca falhou
Mas tem de haver mais

Nem uma folha queimada
Nem um graveto partido
Claro como um vidro é o dia
Mas tem de haver mais