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quarta-feira, 30 de março de 2011

tarefa de casa para sexta-feira dia 01 de abril (não é mentira!)

Escreva em algumas frases, algumas linhas, alguns parágrafos tudo aquilo que passou pela sua cabeça no momento em que eu e Diogo revelamos à você a profissão (ou a situação) da sua personagem até o momento de hoje. Daquele dia, segunda-feira passada na sala Vianinha até hoje, o que você pensou, especulou, riu, chorou, se lamentou, vibrou com relação a essa escolha? Escreva e leve (apenas escrito não precisa ser decorado) pra gente na sexta-feira.

4 comentários:

Vitor disse...

se ele tivesse nome se chamaria Mário


Caracteriticas dele: . Persegue o que quer e vai até o fim. Anda como uma onça pintada ciente da dificuldade. Ataca na hora certa! Muito organizado. Se esconde. Na juventude se identificava com Harry Haller, personagem de Hermann Hesse em "Lobo da Estepe", e seu ambiente familiar seria como o descrito nos livros de Lourenço Mutarelli, começou a beber muito cedo e, no entanto, hoje quando vai aos bares pede café ou coca e as vezes Stella pra matar a nostalgia.
se estudado fosse seria jornalista

Tinha que fazer vestibular .Acabara de ganhar um livro do Luis Eduardo Soares escrito em parceria com o MV Bill e aquilo lhe roubou a atenção por muito tempo na adolescência. Optou jornalismo, abandonou no 9° periodo . Adorava a poesia mas suas veias poéticas tavam ficando entupidadas pela realidade das coisas. Foi ganhando cada vez mais foco no olhar, aprendendo a ler as pessoas e ser direto nas escolhas.

Amigos

Eram como personagens sem nome. Como por exemplo, adorava a doçura da chefe de cozinha e brincava com as profissoes colocando seus amigos em prateleiras. Principalmente falava da Lila, artista de alma e de ofício. Dizia: "Lila era um vulcão em erupção onde as larvas se encontravam com a neve". Parece que a contemplação dele estava engasgada na garganta. E aquele embaraço preso só era escarrado pra falar dessa menina. Quando sozinho lembrava dos porres com ela de "Stella"... ele escutando a amiga, silenciavam e juntos escolhiam na hora, assim baixinho, por escuta ali do olhar, um verso de "O cão sem plumas" de João Cabral de Melo Neto.

"O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ou o ventre triste de um cão
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão"

(os dois criando uma atmosfera impossível de ser reconstruída) .

É. A poesia continuava a perseguí-lo como os corvos nos campos de trigo de Vincent Van Gogh. Era mais interessante pra ele perceber a energia de Lila dançando no ventos do que imaginar seu corpo como bife de carne nobre caindo do balcão de um açougueiro.

Frutos

Mário tem um filha, hoje com três anos que não vive com ele. O mundo real de novo decretando o rumo dos seus sentimentos. Será que ele tava ficando apático, magoando quem amava, humilhando quem nao merecia? Não fosse metade dele que clamava por vida, se identificava nos piores momentos com o personagem sem nome de "O Cheiro do Ralo".Produto. Material. Texto. Coordenada. Perfil. Matéria. O quê. Quem. Onde. Quando. Porquê. Como (fato, personagem, local, causa, modo).
Seu Blog se chamava "Cachorro de Esquina" e denunciava principalmente a política corrupta vista pelos olhos de um cachorro vira-lata que anda pelas ruas do Rio. Mário era tão obcecado pelo que fazia que passou o carnaval andando pela cidade, com mp3, papel e caneta. Tirou foto e tudo do Choque de Ordem prendendo mercadoria de vendedores ambulantes e revendendo para comerciantes "legalizados".Nas palavras dele aquilo era um absurdo e uma amostra simples de que a política do Rio de Janeiro era um colírio pra confundir a visão.Seu nome não era divulgado no blog. Não ganhava dinheiro por isso. E nao me pergunte como fazia pra sobreviver.Esse era seu modo de salvar o seu mundo. E sim, não tinha carro. Sua fruta preferida é Kiwi, porque é de origem chinesa e rica em vitamina C.


.A palavra da vez era a coleta de dados. Metáfora pra quê se o que ele precisava era de consciêcia da realidade... Mas "Consciência da Realidade" é o que Manuel Pantigoso usa pra denominar a poesia no livro que Lila lhe deu.
Como é difícil falar sobre...é invisível...difícil de apontar...destrutivo...sagrado... não só associado ao mal. Dragão.

Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flávia Naves disse...

que bonito...gostei muito.

Fiquei curiosa..como é esse personagem de Hermann Hesse? E como é esse ambiente familiar de Lourenço Mutarelli? Se for possível me descreva eles um pouco.
beijos