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sábado, 26 de março de 2011

O Cara do Café

Eu tô sentindo você aqui. Com energias positivas. Não acabou. Quando eu sair daqui eu vou direto fazer o que a gente combinou, o que a gente se prometeu. Gosto de você. Todo dia, todo dia, todo dia, todo dia penso em você. Lá da minha janela eu tenho delírios, escutando sua voz, cantando em serenata, em sonho: babaloo é california. california é babaloo.



O Dia do enterro
"Com um copo de plástico na mão ele cruzou a pista e sobre o gramado ficou durante minutos, a contemplar o céu e aquele silêncio imenso que afagava todas as coisas. Bebeu outro gole. Sentiu o café lhe acariciando o interior. Quis por um minuto morrer. Quis no minuto seguinte aproveitar aquele instante único de sua vida e sofrer, com intensidade, aquele instante único recém-passado no qual ele perdera sua amiga. E voltou, entretido na busca por uma lixeira na qual jogar o saco plástico."

3 comentários:

Vitor disse...

o cara do café ...

Diogo Liberano disse...

recebido,,

Vitor disse...

Enquanto Ela Range os Dentes

Eu Espero os Fantasmas



Os fantasmas bebem comigo quando a lua vem

Eu abro a minha porta todas as noites

Eles aparecem e se apropriam das poltronas

coçam meus pés e bebem meu vinho

Não falam da vida os fantasmas

nem comentam as fotos que guardei

Eu me sinto bem com os fantasmas

Eles apenas gostam de ficar por ali

assoprando nas orelhas do cachorro

o cachorro se acostumou com os fantasmas

já não tira os chinelos das poltronas

percebeu o quanto os fantasmas são

importantes pra mim e o cachorro também

não quer me ver triste e eu sei que de

uns tempos pra cá o cachorro também ficou

dependente deles pois uiva de dia enquanto

eu leio Frost no telhado

o dia passou a ter 72 horas

o dia passou a ter grossos livros de poesia

o dia passou a ter Whitman, Thoreau e Bashô

o dia agora é um osso esquecido no assoalho

o dia agora é uma longa espera da noite

que é quando os fantasmas aparecem

Eu espero já sem muita paciência

não há nenhuma suavidade ou delicadeza em meus gestos

os fantasmas são a melhor companhia pra

quem descobriu que está realmente sozinho.

de Mário Bortolotto.

interessante ler ouvindo Jeff Buckley cantando "i shall be released "