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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para Flávia,

Direção

Para vermos o ridículo.
Espaço aberto, a princípio.
Eles dois, ou seja, um ele e uma ela.
Uma pilha de livros. Uma pilha de programas de peças.

Livros. Ela. O TEATRO. Ele. Programas de peças.

Ela quer livros.
Ele quer programas.
Seriam esses os símbolos?

Árvores,
Lago,
Luzes fios e cabos.
Capenga
Metateatro.
Um pássaro morto.
Quantos eu já vi que deveria ter congelado.
Expor essa angústia para ridicularizá-la.
É ridículo, mas é.
Ser é ridículo.
Não ser é morrer. Ou estar morto.
Vamos rir para chorar. E chorar de tanto rir.
São tantas idéias que talvez seja melhor partir.
Altura. Ela lá em cima, ela lá embaixo.

Não tem parede. Nada para quebrar.

Eu posso falar com você. Difícil é comunicar alguma coisa.

A camisa banhada a sangue vai caindo do seu. Ninguém sabe se ela voou ou se morreu.

Importa?

Um comentário:

Flávia Naves disse...

O pássaro morto que você viu cair morreu diante dos meus olhos
eu não estava lá
você estava
escuta
agora e não antes disso
agora e como nunca antes
faz parte de mim o que é parte de você.

obrigada te amo