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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para Lilla,

É um pouco sinistro não ter você aqui. Aliás, saber que não terei mais você por perto ou por longe, sendo este longe possível de se reduzir. É na verdade muito sinistro tudo isso. Eu fico pensando, eu fico com saudade. Mas o que posso fazer? Eu por vezes não sei o que fazer nem o que pensar, mas continuo pensando, como se numa hora ou outra fosse o problema solucionar.

É só um pequeno e rápido desabar. Digo, desabafar. Desaguar? O que seria? Você não está aqui. Não está! Mas está, ok? Está sim. Eu preciso fechar os olhos e te imaginar. Eu preciso ir ao cemitério e por lá ficar, lendo meus versos para você, tentando te fazer compreender todas as coisas que estou vivendo. E você não vê? Acho que vê sim.

Eu aqui despudorado. Encontrando a cada dia o eu que não tive tempo ou coragem de te revelar por inteiro. Por isso, às vezes fico mal. Mas passa. Tudo passa. Menos o meu amor por você, a minha saudade. Nada disso eu posso ou consigo esquecer. Pois tudo está vivendo aqui, colado, sem dar trégua. Tudo hoje maior para suprir sua falta... Imensa.

Um comentário:

Dominique Arantes disse...

às vezes penso que é impossível compreender a efemeridade das coisas. Que a gente aprendeu um dia que tudo poderia ser eterno, enquanto o natural é que não seja.

Dói. a saudade. a impossibilidade. o que não é mais palpável.

Lilla,
você nos dói. Mas sei que está sorrindo.