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quinta-feira, 7 de abril de 2011

aquecimento de uso

Meninos, por favor, escrevam o que tem vindo à cabeça de vocês sobre o nosso trabalho de aquecimento de uso, que caminhos ele tem despertado, que dúvidas, chateações, estranhamentos, enfim, escrevam... esse retorno é importante
beijos

5 comentários:

Marília Misailidis disse...

As primeiras vezes que fiz o aquecimento,gastei achando o caminho,achando como fazê-lo.Foi um momento importante quando senti que entendi como aquilo podia ser feito.Foi importante não apenas para aquecer e despertar meu corpo,mas para achar um caminho de fazer isso apenas com o corpo,sem a presença da cabeça.De algum modo sentia que me alongava,aquecia e dava o start para o modo de operação que meu corpo deveria privilegiar nas próximas horas de trabalho.Deixe o corpo reagir e achar seus caminhos.Deixe-o ir.Reinvente.Não há limites para o encontro dos corpos.Ao mesmo tempo que tudo isso se ligava internamente,me ligava ao grupo e sentia que o "corpo do grupo" se ligava.Descobria o outro daquele modo que só o corpo revela.Diretamente.Tudo isso continua presente,contudo,percebo que perdi um "frescor do aquecimento".Talvez porque nossos corpos já se conheçam bem mais que no primeiro dia,talvez porque meu corpo começe o aquecimento como quem começa algo já conhecido,percebo que nas últimas vezes caio em posições já feitas.Caio no conhecido e,diferente do princípio,agora estou atenta para não deixar de reinventar nossas possibilidades de encontro.

Marília Misailidis disse...

Através deste contato próximo conhecemos na pratica a reação corporal do outro.É incrívelmente óbvio o que disse,mas sinto a necessidade de diferenciar o encontro visual e táctil com o outro.Através do aquecimento meu corpo reconhece coisas nos outros corpos que agregarão informações ao que meu olhar irá captar nos outros momentos com o outro.Revejo no jogo do lenço e em cena o que meu corpo conheceu no aquecimento de uso.
Acho também bonita a união da falta de pudor simultanea ao extremo respeito deste momento.
Bem,acho que essas são as primeiras lembranças sobre este tema,mas poderia falar sobre ele o resto do dia.Como preciso ir agora,hoje fico por aqui.

Dominique Arantes disse...

Ele me abre um entrega. Uma vontade de me jogar e ser colo de alguém. É uma relação mútua de servir e ser servido. As vezes em instantes crio paixões nessa troca toda. Tem sido importante perceber o corpo, e cria um novo corpo nessa junção. Percebo que ainda penso muito, o bom é ser pulsação. As vezes sinto dores, sempre na coluna. Ainda não descobri como usar o outro corpo para despertá-la.
Gosto quando a troca é rápida, pq não dá tempo de pensar, e só de ser, é só o corpo que fala suas necessidades.

achoque é isso.
É uma descoberta interessante.

Fred disse...

na verdade, gosto de pensar no corpo do outro como instrumento. me parece que no decorrer do processo vou me importando cada vez menos com os limites do outro. é como se o corpo do outro fosse de borracha e estivesse ali só para me servir.

o corpo é uma enormidade mas às vezes me vejo viciado em alguns movimentos já conhecidos. tenho certa dificuldade talvez de desbravar partes ainda não exploradas. quando percebo isto tento renovar meu encontro com aquela outra pele.

gosto do contato físico. do cheiro de suor e de pele. acho que isto sempre aproxima as pessoas.

não tenho certeza disso mas me parece que com cada um do grupo se tem uma relação diferente ao fazer o aquecimento de uso.

Marília Misailidis disse...

Em uma palavra:aquecimento de uso=fricção.

Poderia ser melhor fazer ficção com fricção?