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segunda-feira, 4 de abril de 2011

ensaio 09

04/04, unirio, sala 301
diogo, fred, nina, flávia, marília e dominique.

falta uma dupla – dominique e vítor - no aquecimento de uso que, por sua vez, me sugere a força do encontro. eu fico pensando que esse encontro intenso dos corpos, esse avançar sem fim da mão do outro sobre o meu corpo é um convite ao não esquecimento da potência que é ser tocado.

a dominique chegou pegando o pano. observem que quando o pano cai e todos param, a parada quer chamar atenção justamente para alguma fraqueza no diálogo entre vocês que permitiu a queda do pano. portanto, mais do que simplesmente parar, dar um tempo e voltar, pedimos que parem, se reconectem e voltem, novamente conectados.

viewpoints de repetição. exploração de cruzamentos, respostas com gestos direções e sentidos. movimento intenso e interessante. por que se repete? qual é a necessidade da repetição? dramaturgia da ação.

leitura de cena. sem o vítor. interessante descoberta de como diálogos diferentes acontecem intercalados. encontrar o interlocutor pelo corpo que sinaliza a quem se fala.

sobre personagens. montar arsenal de referências para pinçar deste arsenal possibilidades a serem propostas nas improvisações.

sobre o suicídio.

sobre a ficção, necessária para recriarmos a vida, para impor à vida a existência de algo que deveria ter acontecido. a ficção para instaurar, via poesia, a importância do encontro.

gente, uma aranha quase matou gerou. mas já tá tudo bem, graças a deus.

falamos sobre as nossas experiências com suicídio. perguntamos coisas. tocamos no horror.

3 comentários:

*Vendetta* disse...

O QUE SERIA UM DRAGÃO. O QUE SERIA CAVALGAR UM DRAGÃO?

O DRAGÃO é um vento que fala baixo. Um vento que mora dentro do estomago. A qualquer momento o vento do seu estomago pode entrar em um redemoinho: redemoinho de vento onde dança o lenço.
O dragão é alguma coisa que rasgou a Lila ao meio, de dentro pra fora.
Nós temos nossos dragões adormecidos, sensivelmente presentes, e eles podem acordar. Nossos 8 dragões podem resolver brincar de ciranda, e em um segundo nossos corpos já não existem mais: estão destroçados, espalhados por todo o chão da sala 301, da unirio, Urca, rio de janeiro, Brasil, America do sul, oceano, mundo. Nossos corpos poderiam fecundar o mundo.
Sempre, a cada segundo, muitos dragões acordam. Os corpos duros, estruturas rígidas, cascas em formato de corpo se quebram. Morremos? Existem pessoas por aí cavalgando dragões? Pessoas-dragões? Pois cavalgar um dragão é tal qual ser um dragão.
Aprender a cavalgar um dragão acho que é o tipo de coisa que não se aprende. nós os estamos mirando, observando dormir, nós silenciados. Talvez pensando em como acordá-lo, em como ser amigo dele, para que ele nos leve pra voar.
Podemos tentar esquecer o dragão, e passar a vida caminhando leve, com cuidado, para não acordá-lo. Isso seria terrível. Ignorar a presença de uma criatura assim, divina. Não querer aproximar-se, com medo, e ao mesmo tempo imaginando como seriam os passeios no ar, e cuspir fogo, com um corpo gigante no qual parece não se manifestar a gravidade.
A Lila pulou da janela porque não conseguiu cavalgar o dragão? Será que Lila virou dragão, e ali, no caixão, a gente só via uma pobre casca abandonada da nossa amiga, que voava muito feliz sobre as nossas cabeças, lá no alto? Será que o paraíso é um viveiro de dragões?
Só restam dúvidas.
E eu quero saber que dragão é esse que está aqui. E eu quero saber mais sobre o dragão Lila, que habitava o corpo daquela linda garota vestida de borboleta amarela.

Diogo Liberano disse...

oba,,
q ótimo nina
vc, vítor e dodô já deram respostas.
estou enganado?
ainda faltam fred e marília?
não deixem de fazê-lo!
bjos,
diogo

Vitor disse...

gosto disso!!!