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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ensaio 20 de abril

Diogo insiste: NÃO ESTÁ NA HORA DE NOS SENTIRMOS CONFORTÁVEIS.

Lenço sendo jogado ao som de ADELE.

Conversamos sobre arte, ficção e artifício.
Nina falou em atritos. Fricção para chegar na cor que se deseja.
Penso na diferença entre fingimento, mentira -e Fred completa- sinceridade. Então penso um pouco mais e me vem a questão: podemos fingir uma mentira e podemos fingir uma verdade. questão de escolha....como diz Marília.

Rememoro que talvez uma das proesas do ator seja conseguir não ser RENDIDO pelo susto. Lembram? Diogo disse isso em algum passado recente.

Conversa sobre os personagens:

Dominique (Andréia)
- Mãos
- Cora Coralina
- Experiência
- Propositiva
- Servir

Vítor (Odilon)
- Poder do discurso, oratória
- Blogs de jornalistas nacionais e internacionais.
- Curioso
- Objetivo

Frederico (Inácio)
- filho da copeira
- estudou com bolsa
- tem uma questão com os números
- carinhoso

Nina (Cecília)
- Trabalho social em comunidade
- olhar o passado para ver o presente e modificar o futuro
- jogo de poderes
- a história dos vencidos
- registro (arquivo)
- poesia que se manifesta de forma prática e concreta.
- pai preso político
- defende a liberdade. Lilla e o suicídio, questão de escolha.

Marília (Rita)
- organização ensaiada e clássica da coisa
- inflexibilidade do Caco com relação ao suicídio da amiga Letícia.
- revendedora da Natura.
- cursou design de interiores
- filme "A pele"

PESQUISA DE CAMPO. INTENSIFICAR E EXPLORAR.

9 comentários:

Vitor disse...

Eu fico me perguntando pq mentir. me incomoda um pouco as tiradas inteligentes que esse caminho leva.

Anônimo disse...

não entendi, vítor. q tiradas inteligentes e que caminho?

Diogo Liberano disse...

ops, o anônimo tem nome: sou eu.

Vitor disse...

"Rememoro que talvez uma das proesas do ator seja conseguir não ser RENDIDO pelo susto." Áté hoje o que entendo disso é um contato direto consigo mesmo que possibilita outras energias de jogo, que te abre para o outro, pro jogo. Ta naquilo que somos e que está escondido por camadas de fingimento cotidiano. A revelaçao desse interior é algo além do ser outro por via intelectual. Nao estou falando de algo que nao é o nosso processo, e sim justamente por ele. O pensamentó racional é bom pra qm dirige e escreve, nós temos de expressar com o corpo inteiro. Como?

Diogo Liberano disse...

entendo. o contato direto consigo mesmo não é uma abstração. não é metáfora. é mais direto e objetivo do que parece. exige treino e repetição. exige raciocínio e disponibilidade. a revelação do interior é uma invenção, vítor. nós escolhemos o que queremos mostrar. eu aqui escrevendo falo com o corpo inteiro. eu ali dirigindo do mesmo jeito. não me livro do arrepio e nem da palavra que dá nome a ele.

tá tudo junto. não vamos adiante se acharmos que basta sentir ou pensar.

como?

do jeito que estamos indo. implicando, questionando e mesmo assim, seguindo.

Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...

concordo. confio muito em vc. essa revelaçao que tento dizer nao é uma metafora. A palavra "como"!!! Talvez esse ja seja um traço _ do Odilon

Vitor disse...

e digo. acredite. as energias potenciais e o interior nao sao uma invençao. E repito o que disse: "nós escolhemos o que queremos mostrar. eu aqui escrevendo falo com o corpo inteiro. eu ali dirigindo do mesmo jeito. não me livro do arrepio e nem da palavra que dá nome a ele"( faço dessas, minhas palavras).Enfim, caminhemos.

Diogo Liberano disse...

caminhemos trepidando e desconcertando. para que o acordo, para que o encontro, logo ali na frente, seja mais forte e possante.