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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

QUANDO A VIA ERA PLENA NÃO EXISTIA A HISTÓRIA

(Quando a vida era plena não existia a história in A VIA DE CHUANG TZU, Thomas Merton: editora Vozes, 1993)

"Na época em que a vida na terra era plena, ninguém dava nenhuma atenção aos homens dignos, nem selecionava os homens capazes. Os soberanos eram apenas os galhos mais altos das árvores, e o povo era como cervos na floresta. Eram honestos e corretos, sem imaginar que "estavam cumprindo com o seu dever". amavam-se mutuamente, e não sabiam que isto se chamava "amor ao próximo". Não enganavam a ninguém e, no entanto, não sabiam ser "homens de confiança". Podia-se contar com eles, e ignoravam que isto fosse a boa fé. Vivam juntos livremente, dando e recebendo, e não sabiam que eram homens de bom coração. Por esse motivo, seus feitos não foram narrados. Não se constituíram em história."

Um comentário:

Flávia Naves disse...

esse é um dos dizeres do Taoísmo de Chuang Tzu que mais me tocam. O Taoísmo busca eliminar esses pares dicotômicos: bem e mal, bom e ruim, melhor e pior. É preciso ir além, é preciso ultrapassar os nomes, os conceitos, os enquadramentos.